Olá observadores da vida!
Nesta época do ano em que se aproxima as festividades do Natal, festa originalmente de cunho religioso cristão que celebra o nascimento de Jesus Cristo, nota-se uma inversão deste sentido para uma perspectiva mercadológica e capitalista. Mas este fenômeno não ocorre somente nesta época, mas é um fato que vem sendo inculturado de maneira implacável na nossa sociedade. Hoje para "SER", você precisa "TER", mas eu pergunto, "TER" o que? O que é tão essencial ao indivíduo que ele não pode deixar de "TER", para "SER"?
Notamos cada vez mais (mas também nos incluímos nesta observação como frutos e integrantes da sociedade) uma inversão de valores. As virtudes do ser humano parecem não serem mais a bondade, a caridade, o carisma, a moral, o caráter, a ética, a educação, a honestidade, mas todos estes nobres valores foram trocados pela quantidade de imóveis, automóveis, roupas, acessórios de luxo e principalmente o dinheiro, a conta bancária.
O "SER" perde cada vez mais o seu lugara para o "TER", sendo que se analisarmos detalhadamente, o "SER" sobrevive sem o "TER", mas o contrário não acontece. Isso porque o "SER" é composto por bens intangíveis, que dependendo do caráter, que está incluso no "SER", não varia, é marca do indivíduo. Já o "TER", é composto por bens efêmeros, que se esvaem facilmente e que são necessários em proporções bem menores do que as quais nós estamos vivenciando, afinal de contas, ninguém precisa de 30 pares de sapato ou tênis ou de 50 vestidos ou camisas, são números impostos pelo mercado e pela mídia que nos dizem que as pessoas não podem nos ver com a mesma roupa em dois eventos diferentes. São paradigmas que a sociedade estabelece e que em NADA acrescentam no "SER". Fico imaginando os vestidos das atrizes hollywoodianas que custam em média de 7 à 50 mil dólares (ou mais) e que acabam se tornando descartáveis, pois elas não irão usar aquela peça novamente em um outro evento.
O "SER" perde cada vez mais o seu lugara para o "TER", sendo que se analisarmos detalhadamente, o "SER" sobrevive sem o "TER", mas o contrário não acontece. Isso porque o "SER" é composto por bens intangíveis, que dependendo do caráter, que está incluso no "SER", não varia, é marca do indivíduo. Já o "TER", é composto por bens efêmeros, que se esvaem facilmente e que são necessários em proporções bem menores do que as quais nós estamos vivenciando, afinal de contas, ninguém precisa de 30 pares de sapato ou tênis ou de 50 vestidos ou camisas, são números impostos pelo mercado e pela mídia que nos dizem que as pessoas não podem nos ver com a mesma roupa em dois eventos diferentes. São paradigmas que a sociedade estabelece e que em NADA acrescentam no "SER". Fico imaginando os vestidos das atrizes hollywoodianas que custam em média de 7 à 50 mil dólares (ou mais) e que acabam se tornando descartáveis, pois elas não irão usar aquela peça novamente em um outro evento.
Nãos estou aqui julgando as pessoas que possuem condições financeiras para tais mimos e muito menos dizendo que é errado querer possuir algo de determinada marca ou algum artigo de luxo. Pelo nosso trabalho, temos todo o direito de adquirir aquilo que nos fará sentir melhor, seja uma bolsa Louis Vuitton ou uma Ferrari. O que está em questão, é que tais coisas não podem invadir a essência do nosso ser, não podem conduzir a nossa vida a ponto de nos fazer sofrer se não temos dinheiro para comprar determinada coisa.
Nossa sociedade nunca está satisfeita com nada e isso não é uma atitude saudável. Sempre queremos mais e mais, o mais novo, o mais moderno, o lançamento. E nessa busca inútil pelo "TER", o "SER" vai ficando para trás, sufocado com tantas aquisições e fica omitido, quando não é perdido, como em casos de mulheres que SÓ se relacionam com homens ricos, como se fosse um requisito básico, deixando de saber se o indivíduo ao qual ela está se relacionando é um homem honrado, virtuoso. Homens que "passam por cima dos outros" nos ambientes de trabalho, perdendo a noção da ética e da moral, visando somente o lucro e o status. Pais divorciados disputando entre si quem dá o melhor presente de aniversário para o filho. O Natal deixando de ser uma celebração de comunhão fraterna, de encontro entre familiares para ser uma data em que se ganha presentes. É o "SER" sendo deixado de lado.
Nossa sociedade nunca está satisfeita com nada e isso não é uma atitude saudável. Sempre queremos mais e mais, o mais novo, o mais moderno, o lançamento. E nessa busca inútil pelo "TER", o "SER" vai ficando para trás, sufocado com tantas aquisições e fica omitido, quando não é perdido, como em casos de mulheres que SÓ se relacionam com homens ricos, como se fosse um requisito básico, deixando de saber se o indivíduo ao qual ela está se relacionando é um homem honrado, virtuoso. Homens que "passam por cima dos outros" nos ambientes de trabalho, perdendo a noção da ética e da moral, visando somente o lucro e o status. Pais divorciados disputando entre si quem dá o melhor presente de aniversário para o filho. O Natal deixando de ser uma celebração de comunhão fraterna, de encontro entre familiares para ser uma data em que se ganha presentes. É o "SER" sendo deixado de lado.
O shopping, "igreja da sociedade capitalista", junto ao marketing "voraz" que se faz acerca do "TER", nos projetam nessa mentalidade oca e nos roubam de nós mesmos, dos nosso valores herdados dos dossos pais e antepassados, para nos dizer através das propagandas: "Você precisa do novo...", "Você não pode perder a chance de possuir...", "Você tem que fazer parte...", "Você TEM que TER!"
Nós temos é que ser resgatados desse consumismo. Voltar às fontes e buscar uma revalorização do indivíduo, daquilo que ele É e daquilo que ele consegue ter, SENDO.
O "TER" é nobre quando partilhado, quando é algo que engrandece o "SER", e não quando o destrói.
Por isso, não ame tudo o que é belo, faça belo tudo o que você ama. Pois na vida o mais importante, não é termos tudo o que amamos, mas sim amarmos tudo o que temos"
Por isso, não ame tudo o que é belo, faça belo tudo o que você ama. Pois na vida o mais importante, não é termos tudo o que amamos, mas sim amarmos tudo o que temos"


